Safra e Produção

CMN facilita crédito emergencial a fertilizantes e minerais críticos

ResumoO Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso ao crédito emergencial do Plano Brasil Soberano para fertilizantes e minerais críticos. A medida reduz encargos financeiros e estende os prazos de financiamento no BNDES até dezembro de 2027. A decisão visa fortalecer a cadeia produtiva nacional e reduzir a dependência externa desses insumos estratégicos.

O CMN ampliou o acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano para fertilizantes e reduziu encargos de minerais críticos. Prazos no BNDES vão até dezembro de 2027.

Renan Bittencourt
Renan Bittencourt Colunista de Carbono e Clima · 28 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
CMN facilita crédito emergencial a fertilizantes e minerais críticos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano para empresas da cadeia de fertilizantes e reduziu os encargos financeiros de projetos com minerais críticos e estratégicos. As mudanças foram aprovadas em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27).

A resolução também prorrogou por 12 meses o prazo para protocolar pedidos de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Agora, as empresas podem apresentar os requerimentos até 31 de dezembro de 2027.

Empresas que fabricam adubos e fertilizantes, produzem intermediários ou extraem minerais usados na fabricação desses produtos passam a ter acesso a linhas de capital de giro. Antes, o financiamento estava restrito à compra de bens de capital e a investimentos. A mudança busca atender à dinâmica financeira do setor, que muitas vezes precisa pagar insumos importados antes de receber pelas vendas aos produtores rurais.

Para empresas industriais e tecnológicas da cadeia de minerais críticos e estratégicos, o encargo financeiro dos financiamentos para bens de capital e investimentos foi reduzido para 3% ao ano. A redução pretende estimular investimentos em etapas como beneficiamento, refino e transformação dos minerais no Brasil.

As empresas elegíveis são definidas em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A lista de setores beneficiários está prevista em portarias interministeriais que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Segundo o governo, as medidas buscam apoiar setores afetados pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, preservando atividade, emprego e renda.

O CMN é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária e de crédito do país. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Leia também

Publicidade