# Dólar cai para R$ 5,10 após Fed manter juros nos EUA em julho

> O dólar comercial fechou em queda a R$ 5,018 nesta quarta-feira (29) após o Federal Reserve (Fed) manter os juros nos EUA entre 3,50% e 3,75%. A decisão dividiu o comitê e o mercado reagiu ao tom moderado do presidente Kevin Warsh, pressionando a moeda norte-americana para baixo.

*Terra Verde Viva · Safra e Produção · 30 de julho de 2026 · Renan Bittencourt*

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (29), cotado a R$ 5,018, após o Federal Reserve (Fed) manter os juros nos EUA entre 3,50% e 3,75%. A decisão dividiu o comitê e o mercado reagiu ao tom moderado do presidente Kevin Warsh. Enquanto a moeda perdia força, o petról

## Dólar cai para R$ 5,10 após Fed manter juros nos EUA: o que moveu o mercado

O dólar caiu para R$ 5,10 após o Federal Reserve (Fed) manter os juros dos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75% nesta quarta-feira (29). A moeda fechou a R$ 5,018 (-0,27%), influenciada pelo tom moderado do presidente Kevin Warsh e pela divisão no comitê. Enquanto isso, o petróleo disparou 7% com tensões no Oriente Médio, e o Ibovespa recuou 1,52%.

## Por que o dólar caiu com a decisão do Fed?

A decisão do Fed de manter os juros, embora esperada, veio com um discurso que o mercado interpretou como menos duro. "O presidente Kevin Warsh destacou sinais positivos para a inflação, mesmo reafirmando a meta de 2%", diz a fonte. Isso fez o dólar perder força globalmente, ampliando as perdas durante a entrevista coletiva.

O câmbio também foi favorecido pelo maior apetite por operações de carry trade, beneficiadas pela diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos. A valorização do petróleo, que melhora o fluxo de recursos para o Brasil como exportador, também contribuiu.

## A divisão no comitê do Fed e o que ela sinaliza

Não foi uma decisão unânime. Dos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nove votaram pela manutenção dos juros. Já Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual. Mesmo assim, o mercado continuou precificando uma elevada probabilidade de aumento dos juros na reunião de setembro.

Essa divisão reforçou as incertezas sobre a trajetória da política monetária estadunidense, o que pesou sobre os negócios globais. Em Nova York, o S&P 500 fechou em queda de 1,55%, refletindo a cautela dos investidores.

## Petróleo dispara 7% com tensões no Oriente Médio

O petróleo interrompeu uma sequência de quedas e avançou mais de 7% após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent para outubro fechou em alta de 7,32%, a US$ 88,09. Já o WTI, do Texas, subiu 6,56%, para US$ 84,46.

O movimento foi impulsionado pela intensificação dos ataques envolvendo forças estadunidenses e grupos apoiados pelo Irã. As declarações do presidente Donald Trump sobre uma resposta militar e o risco de escalada em uma das principais regiões produtoras também reforçaram a alta. Os preços também receberam impulso da queda dos estoques semanais de petróleo nos EUA, acima do esperado.

## Ibovespa cai, mas Petrobras ameniza perdas

Na bolsa brasileira, o índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão em queda de 1,52%, pressionado principalmente pelo desempenho das ações de bancos. O ambiente externo pesou, com a divisão no Fed aumentando a aversão ao risco.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, amenizaram parte das perdas ao acompanhar a disparada do petróleo. Os papéis ordinários da estatal subiram 2,35%, enquanto as ações preferenciais valorizaram-se 1,92%.

## O que esperar do câmbio e do cenário externo

Dados domésticos, como o resultado do Caged e o superávit da balança comercial, ficaram em segundo plano nesta quarta-feira. O foco seguiu no Fed e no petróleo. Para quem acompanha o mercado, a dica é clara: o dólar ainda pode oscilar com as próximas sinalizações do Fed e com o desenrolar das tensões geopolíticas.

Quem faz carry trade há anos sabe que a diferença de juros entre Brasil e EUA continua atraente, mas o risco de alta dos juros americanos em setembro não pode ser ignorado. Projeto sério de investimento se separa da fumaça com metodologia: olhe para o calendário do Fed e para os estoques de petróleo.

## Perguntas Frequentes

### O dólar vai continuar caindo?

Não há garantia. O mercado precifica alta dos juros pelo Fed em setembro, o que pode fortalecer o dólar globalmente. O petróleo e as tensões geopolíticas também influenciam.

### Qual foi a cotação exata do dólar hoje?

O dólar fechou a R$ 5,018, com mínima de R$ 5,09 durante o dia. A PTAX de venda do Banco Central foi de R$ 5,1217 em 29/07/2026.

### Por que o petróleo subiu tanto?

O petróleo subiu mais de 7% devido à retomada dos confrontos entre EUA e Irã no Oriente Médio, com risco de escalada em uma região produtora. Os estoques semanais nos EUA também caíram acima do esperado.

### O que significa a divisão no Fed para os investidores?

A divisão no Fomc indica que há membros preocupados com a inflação, defendendo alta de juros. Isso aumenta a incerteza sobre a política monetária e pode pressionar ativos de risco.

### Como o carry trade beneficia o real?

Com juros altos no Brasil e juros estáveis nos EUA, investidores estrangeiros fazem operações de carry trade, comprando reais para aplicar em títulos brasileiros, o que fortalece a moeda local.

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Fonte (canonical): https://terraverdeviva.com.br/safra-e-producao/dolar-cai-r-510-apos-juros-serem-mantidos-eua/
