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Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

ResumoO dólar comercial fechou estável nesta sexta-feira, 31 de julho, com alta de 0,13%, cotado a R$ 5,069. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,82% no mês de julho. O Ibovespa subiu 0,47%, aos 177.999 pontos, maior nível desde maio. O petróleo registrou ganho mensal expressivo no período.

O dólar fechou estável nesta sexta-feira (31), com alta de 0,13%, a R$ 5,069, mas acumulou queda de 1,82% em julho. Ibovespa subiu 0,47%, aos 177.999 pontos, maior nível desde maio. Petróleo teve ganho mensal expressivo.

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 03 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

O dólar fechou praticamente estável nesta sexta-feira (31), com leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,069. Apesar da valorização no dia, a moeda acumulou queda de 1,82% em julho, refletindo um mês de ganhos para o real. O movimento ocorreu em meio a tensões no Oriente Médio e ao fortalecimento da moeda estadunidense no exterior.

Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, o maior nível desde 14 de maio. O petróleo, por sua vez, disparou mais de 20% em julho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O pregão foi marcado por um atraso de mais de 2 horas na abertura dos mercados da B3, devido a um problema técnico. A bolsa informou que a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético. O problema, no entanto, não impactou de forma relevante a trajetória dos ativos ao longo da sessão.

Por que o dólar subiu nesta sexta-feira?

A cotação acompanhou a valorização da moeda estadunidense no mercado internacional, num ambiente de maior aversão ao risco. Os investidores voltaram a buscar ativos considerados mais seguros diante da piora das tensões no Oriente Médio, depois de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã e da continuidade dos impasses envolvendo a Faixa de Gaza.

Outro fator que deu sustentação ao dólar foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) defenderem o voto favorável a uma elevação dos juros na reunião realizada nesta semana.

O movimento ocorreu após o fim da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês usada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais. Segundo o Banco Central, a Ptax de venda em 31/07/2026 foi de R$ 5,0773, um pouco acima do fechamento do dólar à vista.

Acumulado de julho: queda de 1,82%

Apesar da alta desta sexta-feira, o dólar caiu 1,82% em julho. No ano, a divisa recua 7,73%. Entre os fatores que favoreceram o real ao longo do mês estão o fluxo positivo para a bolsa brasileira e a recuperação dos preços das commodities.

A Ptax de venda registrou queda ao longo do mês, passando de R$ 5,1217 em 29/07/2026 para R$ 5,0739 em 30/07/2026, segundo o Banco Central. A trajetória reflete o movimento de apreciação do real frente ao dólar, observado em grande parte de julho.

Ibovespa fecha no maior nível desde maio

Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos. O indicador atingiu o maior fechamento desde 14 de maio. Mesmo com o problema operacional na B3 durante a manhã, o mercado recuperou o ritmo ao longo da tarde e fechou no campo positivo.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários avançaram após resultados corporativos e indicadores econômicos reforçarem o apetite por ativos de risco. O ambiente externo favorável contribuiu para o desempenho da bolsa brasileira.

Petróleo dispara em julho: Brent sobe 23,5%

O petróleo voltou a subir nesta sexta-feira e encerrou julho com a maior valorização mensal desde março. O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21%. O WTI, do Texas, avançou 1,29%, para US$ 84,67.

No acumulado do mês, os ganhos foram expressivos. O Brent subiu 23,5%, e o WTI avançou 21,8%. A alta foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Durante o dia, autoridades iranianas afirmaram ter interceptado navios-tanque no Estreito de Ormuz e realizado novos ataques contra instalações militares americanas na região. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos voltou a endurecer o discurso em relação ao Irã.

O mercado também acompanhou relatos sobre possíveis restrições às operações de transporte de petróleo na região e aguardou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este fim de semana, quando o grupo deve discutir os próximos níveis de produção da commodity.

Problema técnico na B3 atrasa abertura

O problema técnico registrado pela B3 atrasou a abertura dos mercados de ações e juros em mais de 2 horas. Segundo a bolsa, a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético. Apesar do transtorno, o mercado conseguiu operar normalmente no restante da sessão.

Cenário para os próximos dias

Com a Opep+ se reunindo no fim de semana, o mercado de petróleo deve seguir volátil. As tensões no Oriente Médio e a política monetária do Fed continuam no radar dos investidores. Para o câmbio, a atenção se volta para a trajetória da Ptax e para o fluxo de capitais estrangeiros.

O dólar acumula queda de 7,73% no ano, o que sugere um cenário de relativa estabilidade para a moeda brasileira. No entanto, eventos externos podem mudar rapidamente essa trajetória.

Perguntas Frequentes

O dólar subiu ou caiu em julho?

O dólar caiu 1,82% em julho, apesar da alta de 0,13% na última sexta-feira do mês. No ano, a divisa recua 7,73%.

Qual foi a cotação do dólar no fechamento de julho?

O dólar à vista fechou vendido a R$ 5,069, alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. A Ptax de venda foi de R$ 5,0773, segundo o Banco Central.

O que é a Ptax?

A Ptax é a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, usada como referência para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais. Ela é formada ao fim de cada mês.

Por que o petróleo subiu tanto em julho?

O petróleo subiu mais de 20% em julho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou o risco de interrupção no fornecimento da commodity.

O problema técnico na B3 afetou o mercado?

O atraso de mais de 2 horas na abertura não teve impacto relevante na trajetória dos ativos. O Ibovespa fechou em alta, no maior nível desde 14 de maio.

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