Safra e Produção

Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,196, alta de 0,30%, após o presidente do Federal Reserve adotar tom mais duro sobre inflação. O Ibovespa subiu 0,30%, mas o mercado reduziu apostas em corte de juros nos EUA. A moeda norte-americana refletiu o cenário externo, com impacto direto no câmbio e na bolsa brasileira.

Dólar comercial fecha a R$ 5,196 após tom mais duro do presidente do Fed sobre inflação. Ibovespa sobe 0,30%, mas mercado reduz aposta em corte de juros nos EUA. Entenda o impacto no câmbio e na bolsa.

Renan Bittencourt
Renan Bittencourt Colunista de Carbono e Clima · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

O dólar comercial subiu 0,62% e fechou a sexta-feira (28) vendido a R$ 5,196, após o tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos. A moeda chegou a cair para R$ 5,1581 na abertura, mas ganhou força durante a manhã e atingiu a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,06%; no ano, ainda cai 5,34%.

O que mudou? Warsh, em seu primeiro discurso no simpósio de Jackson Hole, disse que o Fed ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que exclui alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de forma clara e rápida à meta de 2%. A fala elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e reforçou apostas de alta de juros em setembro. O título de dois anos, sensível à política monetária, subiu mais de 0,1 ponto percentual, a 4,35% de rendimento. O índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas fortes, avançava 0,57%, a 99,668 pontos.

No Brasil, o mercado também reagiu aos dados do Caged. O país criou 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras. O número reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de corte da Selic em setembro, com expectativa predominante de redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75%. A Selic está em 14% ao ano, enquanto os juros dos EUA estão entre 3,50% e 3,75%.

O Ibovespa fechou em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos, a oitava alta consecutiva. O índice chegou a superar 176 mil pontos, mas perdeu força após o discurso de Warsh. Na semana, subiu 2,71%; em agosto, cai 1,31%; no ano, sobe 9,02%. A B3 registrou entrada líquida de R$ 1,3 bilhão de estrangeiros nos quatro pregões anteriores, mas agosto ainda acumula saída de R$ 18,7 bilhões.

Em Nova York, os índices fecharam em baixa: Dow Jones caiu 0,02%, S&P 500 recuou 0,25% e Nasdaq teve queda de 0,52%. A perspectiva de política monetária mais rígida reduziu o apetite por risco e pressionou as bolsas estadunidenses.

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