Safra e Produção

Inflação 2026: mercado reduz previsão para 5% no Focus

ResumoO Relatório Focus de 2026 reduziu a previsão do mercado financeiro para a inflação brasileira a 5%, abaixo da estimativa anterior. O percentual permanece acima do teto da meta oficial de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional. A projeção indica pressão persistente sobre os preços, com o IPCA ainda distante do centro da meta de 3%.

O mercado financeiro cortou a previsão da inflação para 5% em 2026, segundo o Focus. A meta é 3%, com tetro de 4,5%. Veja os números.

Renan Bittencourt
Renan Bittencourt Colunista de Carbono e Clima · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Inflação 2026: mercado reduz previsão para 5% no Focus

O mercado financeiro reduziu a previsão da inflação para este ano. A estimativa para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, segundo o Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras.

O número segue acima do teto da meta de inflação. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 4,5%.

Os dados de julho ajudam a explicar a revisão. Os alimentos ficaram mais baratos, e a inflação oficial perdeu força pelo quarto mês seguido, fechando em 0,07%, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,44%, dentro do intervalo da meta. A leitura de agosto sai na próxima sexta-feira (11).

Para o Banco Central, o principal instrumento de controle da inflação é a Selic, hoje em 14% ao ano. O Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual em agosto, pela quarta vez seguida. Ainda assim, o cenário externo complica: a guerra no Oriente Médio elevou preços de combustíveis e alimentos, o que dificulta cortes maiores. O próximo encontro do Copom está marcado para 15 e 16 de setembro.

Para o fim de 2026, o mercado projeta a Selic em 13,75% ao ano. Em 2027, 12%; em 2028, 10,5%; e em 2029, 10%, conforme o Focus.

O Focus também trouxe projeções para o PIB. O crescimento esperado para 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, permanece em 1,5%; para 2028 e 2029, 1,96% e 2%. No segundo trimestre, a economia cresceu 0,5% ante o primeiro, com alta de 1,9% em 12 meses, segundo o IBGE. Em 2025, o PIB avançou 2,3%, puxado pela agropecuária.

A cotação do dólar deve fechar 2026 em R$ 5,20, segundo o Focus. Para 2027, a estimativa é R$ 5,30.

Minha leitura: a revisão para 5% mostra que o mercado ainda vê a inflação acima da meta, mesmo com a desaceleração recente. Para o produtor, o recado é de cautela: juros altos tendem a segurar o crédito e o consumo. Projeto que depende de financiamento precisa calcular bem o custo da dívida neste cenário. impacto da selic no agronegócio

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