Safra e Produção

Safra de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025

ResumoA safra de cana-de-açúcar 2026/27 no Brasil deve crescer 4,7% em relação ao ciclo 2025/26, totalizando 705,2 milhões de toneladas, conforme a Conab. O aumento impulsiona a produção de etanol a um recorde histórico. O volume maior tende a pressionar os preços do açúcar e do combustível no mercado interno.

A safra de cana-de-açúcar 2026/27 deve crescer 4,7% frente a 2025/26, segundo a Conab. São 705,2 milhões de toneladas, com recorde na produção de etanol. Entenda o impacto no preço do açúcar e do combustível.

Renan Bittencourt
Renan Bittencourt Colunista de Carbono e Clima · 20 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Safra de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025

A safra de cana-de-açúcar 2026/27 deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025, segundo o 2º Levantamento da Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (20). A produção estimada é de 705,2 milhões de toneladas, com colheita em 9,1 milhões de hectares e produtividade média de 77,9 quilos por hectare. Isso representa alta de 1,1% na área e de 3,6% na produtividade frente à safra anterior.

Para o consumidor, o efeito mais direto está no etanol. A produção deve bater recorde: 41,88 bilhões de litros, dos quais 29,98 bilhões derivados da cana, com aumento de 9,7%. O etanol de milho também cresce, com 4,86 bilhões de litros, alta de 22,4%. Já o açúcar deve ter produção menor: 42,89 milhões de toneladas, uma redução de 2,9%. Isso pode pressionar os preços do açúcar no varejo, enquanto o etanol tende a ficar mais competitivo.

A Conab atribui o bom desempenho a condições climáticas mais regulares. "Diferente da safra anterior, os índices pluviométricos dessa safra estiveram mais próximos do normal", afirma Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab. A distribuição regional mostra o Sudeste liderando, com 451,4 milhões de toneladas, seguido pelo Centro-Oeste (157 milhões), Nordeste (55,5 milhões), Sul (37,3 milhões) e Norte (4,1 milhões).

Apesar da queda no açúcar, o Brasil mantém relevância no mercado global, como destaca Vasconcellos. Para quem acompanha preços, a aposta é em etanol mais barato e açúcar estável. preço do etanol nos postos panorama do setor sucroenergético

Leia também

Publicidade