Sustentabilidade

Comitê antecipa geração de energia para evitar impactos do El Niño

ResumoO Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação de 1,8 GW de energia de cinco empresas para mitigar riscos do El Niño. A medida, vigente a partir de 1º de setembro, visa assegurar a segurança do sistema elétrico diante da possível redução de geração na Região Norte.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação de 1,8 GW de energia de cinco empresas para evitar impactos do El Niño. A medida, que entra em vigor em 1º de setembro, busca garantir a segurança do sistema diante de riscos de redução de geração na Região

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 23 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Comitê antecipa geração de energia para evitar impactos do El Niño

O solo respira, mas o sistema elétrico também precisa de fôlego extra. Nesta quarta-feira (22), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação da geração de 1,8 GW adicionais de energia, medida que entra em vigor em 1º de setembro de 2026. O objetivo é reforçar a segurança do sistema diante da possibilidade do El Niño no segundo semestre.

De acordo com parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o fenômeno climático pode reduzir a quantidade de energia produzida na Região Norte e aumentar o consumo por causa das altas temperaturas. "O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño", informa o Ministério de Minas e Energia.

A antecipação foi baseada ainda nas "incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis", segundo o ministério. Estudos da pasta apontam que utilizar usinas sem contrato (merchant) para suprir carga custa, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas em leilões.

Os riscos do El Niño para a energia

A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos EUA, estima 81% de chance de o El Niño atingir categoria "muito forte" entre outubro e dezembro de 2026. Se a previsão se confirmar, pode ser o maior El Niño desde 1950, ano em que começaram as medições. A NOAA ressalta que um El Niño mais forte não significa necessariamente eventos climáticos graves, mas aumenta a probabilidade de tempestades e forte calor em diferentes regiões.

O que muda para o consumidor?

A antecipação de 1,8 GW, proveniente de cinco empresas vencedoras de leilões de reserva de capacidade realizados em março deste ano (que contrataram 2,2 GW no total), busca evitar sobressaltos. O El Niño provoca aquecimento acima da média do Pacífico equatorial, alterando chuvas e ventos. Seus efeitos serão sentidos até o final de 2026 e se estenderão até 2027.

Perguntas Frequentes

O que é o CMSE?

É o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, órgão que coordena a segurança do sistema.

Quando a medida de antecipação de energia entra em vigor?

A partir de 1º de setembro de 2026.

Qual a chance do El Niño ser muito forte?

81%, segundo a NOAA, entre outubro e dezembro de 2026.

O El Niño mais forte significa desastres certos?

Não, mas aumenta a probabilidade de tempestades e calor extremo.

Como a antecipação impacta o preço da energia?

A medida evita o uso de usinas merchant, que custam 25% a mais que as contratadas em leilões.

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