Safra e Produção

Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bi em agosto

ResumoA balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto de 2025, com alta de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2024. O resultado, impulsionado por exportações de petróleo, soja, cobre e café, representa o terceiro melhor desempenho para o mês na série histórica.

Com petróleo, soja, cobre e café, a balança comercial brasileira fechou agosto com superávit de US$ 7,4 bilhões, alta de 23,8% ante 2025. É o terceiro melhor resultado para o mês na série histórica.

Renan Bittencourt
Renan Bittencourt Colunista de Carbono e Clima · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bi em agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao do mesmo mês de 2025. O desempenho, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), foi impulsionado por petróleo, soja, cobre e café.

O número coloca agosto de 2026 como o terceiro melhor da série histórica para o mês, atrás apenas do recorde de agosto de 2023 (US$ 9,6 bilhões) e de 2021 (US$ 7,7 bilhões). As exportações cresceram quase 12,2% no período, puxadas principalmente pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica. As compras brasileiras no exterior também cresceram, com destaque para bens de consumo e bens intermediários.

Nem tudo foi alta. As vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, reflexo da queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume. As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China. No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, fixou limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira; o que exceder esse volume entra com sobretaxa de 55%.

Apesar das tensões comerciais, as exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados, incluindo os Estados Unidos, com alta de 12,1% ante agosto de 2025, mesmo com as novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros.

No acumulado de janeiro a agosto, o superávit soma US$ 55,3 bilhões, o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989, atrás apenas de 2023 (US$ 62,4 bilhões).

Em julho, o MDIC revisou para cima a projeção de superávit para 2026, de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão de exportações subiu de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões, e a de importações, de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. A próxima estimativa sai em outubro. As contas do governo seguem mais otimistas que as do mercado: o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, projeta superávit de US$ 78 bilhões para o ano.

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