Safra e Produção

Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses

ResumoO Ibovespa fechou em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, maior nível desde 12 de maio. O dólar caiu a R$ 5,153, impulsionado pela valorização do petróleo e pela expectativa de corte da Selic. O movimento reflete otimismo do mercado com a política monetária e o cenário externo.

O Ibovespa fechou em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, maior nível desde 12 de maio. Dólar caiu a R$ 5,153 com valorização do petróleo e expectativa de corte da Selic.

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses

O Ibovespa fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, o maior nível desde 12 de maio. O dólar comercial caiu 0,54%, vendido a R$ 5,153, acumulando baixa de 6,12% no ano. O movimento foi puxado pela valorização internacional do petróleo e pela expectativa de novos cortes da Selic, hoje em 14% ao ano.

O que mudou no pregão? A escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo, beneficiando a Petrobras, cujas ações preferenciais subiram 4,11% e as ordinárias, 4,14%. A companhia também anunciou aumento de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV). A produção recorde de petróleo no Brasil, de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a ANP, reforçou o cenário.

O dólar começou o dia em alta, chegando a R$ 5,20, após o PIB brasileiro do segundo trimestre mostrar desaceleração: crescimento de 0,5%, ante 1,1% no trimestre anterior. A leitura reforçou a expectativa de cortes da Selic, o que tende a reduzir a atratividade do Brasil para estrangeiros. Ao longo da manhã, porém, a moeda perdeu força, acompanhando outras divisas emergentes e a alta do petróleo, chegando a R$ 5,13 por volta das 14h20.

No exterior, o petróleo WTI fechou em alta de 5,2%, a US$ 90,22 o barril, e o Brent subiu 4,6%, a US$ 94,65. O S&P 500 caiu 0,71% em Wall Street. Na contramão, a bolsa brasileira subiu, mas o fluxo estrangeiro ainda preocupa: saída líquida de R$ 130 milhões na última sessão de agosto e saldo negativo de quase R$ 18,6 bilhões no mês.

A alta da bolsa reflete, em boa parte, o movimento do petróleo e a aposta em juros menores. Para o produtor e o investidor, o recado é de cautela: a valorização dos ativos brasileiros depende de fatores externos, como as tensões no Oriente Médio, e do ritmo da economia doméstica, que perdeu fôlego no segundo trimestre. Acompanhar os próximos passos do Banco Central e o comportamento do câmbio será essencial para calibrar expectativas.

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