Safra e Produção

Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,08, registrando o menor valor em um mês. A moeda norte-americana recuou em meio a expectativas de política monetária e fluxo de capital estrangeiro. A bolsa brasileira atingiu o maior nível desde maio. O petróleo subiu, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O dólar caiu a R$ 5,08 e fechou no menor valor em um mês, com a bolsa no maior nível desde maio. Petróleo subiu com tensões no Oriente Médio.

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

O dólar caiu a R$ 5,08 e fechou no menor valor em um mês, em um pregão marcado pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio. A moeda americana recuou 0,79%, cotada a R$ 5,089, menor fechamento desde 7 de agosto, quando encerrou a R$ 5,084. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima.

O movimento refletiu a melhora do ambiente externo para moedas de países emergentes e a movimentação dos mercados locais. Com o resultado, o dólar acumula queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, depois de subir 2,16% em agosto. Para efeito de comparação, a PTAX de venda em 1º de setembro era R$ 5,1570, e em 31 de agosto, R$ 5,1816.

O Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, maior nível desde 4 de maio. O índice chegou a 189.487,70 pontos na máxima e registrou mínima de 185.207,66. O volume financeiro na B3 foi de R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a valorização do petróleo: as preferenciais subiram 2,08% e as ordinárias, 2,36%. O fluxo estrangeiro seguiu positivo: nos três primeiros pregões de setembro, a entrada líquida somava R$ 3,9 bilhões.

A alta do petróleo veio do aumento das tensões no Oriente Médio, com ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita. O Brent avançou 0,9%, a US$ 97,92, maior nível desde 23 de julho. O WTI ganhou 1,7%, a US$ 93,03, maior fechamento desde junho. O Estreito de Ormuz segue no centro das preocupações: antes da escalada, cerca de 20% do abastecimento mundial passava pela região. Apesar disso, os contratos reduziram parte dos ganhos, diante do receio de combustíveis mais caros sobre inflação, juros e crescimento global.

Ainda que a pauta seja macro, quem vive do campo sabe que câmbio e energia entram direto no custo de produção. Dólar mais baixo alivia insumos importados, enquanto o petróleo pressiona diesel e frete. Acompanhar esses movimentos ajuda a planejar compras e vendas com mais previsibilidade.

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