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Dólar cai para R$ 5,08 e bolsa recua pela 4ª vez seguida; entenda

ResumoDólar comercial fechou a R$ 5,089, com queda impulsionada pelos juros altos no Brasil e pela valorização do petróleo. Ibovespa recuou 0,20% na quarta queda consecutiva, pressionado pelo desempenho negativo de mineradoras. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, geraram cautela entre investidores.

Dólar cai para R$ 5,089 com real favorecido por juros altos e valorização do petróleo. Ibovespa recua 0,20% na quarta queda consecutiva, pressionado por mineradoras. Cautela com declarações de Trump mantém investidores em alerta.

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Dólar cai para R$ 5,08 e bolsa recua pela 4ª vez seguida; entenda

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão com sinais mistos, mas com um movimento que já começa a desenhar uma tendência: o dólar caiu para R$ 5,089, enquanto a bolsa de valores registrou a quarta queda consecutiva. O real foi favorecido pelos juros altos domésticos e pela valorização do petróleo, mas a cautela com declarações do presidente americano, Donald Trump, manteve os investidores em alerta.

Dólar cai para R$ 5,089 com real favorecido por juros altos e petróleo

O dólar comercial caiu 0,42% e fechou o dia cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda cai 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%.

O movimento acompanhou a desvalorização da moeda estadunidense em relação a divisas de países emergentes, mesmo com o dólar subindo perante moedas de economias avançadas. A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros.

O que sustentou o real? Juros altos e carry trade

No cenário doméstico, a elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas. Esse fluxo de capital estrangeiro ajuda a fortalecer o real.

Outro fator de apoio ao real foi a valorização do petróleo, que melhora a perspectiva para a entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa.

Ibovespa cai 0,20% e acumula quarta queda consecutiva

O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas. O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando novamente a cautela nos mercados.

A alta das ações da Petrobras, favorecida pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda de ações de mineradoras.

Petróleo sobe com dúvidas sobre Oriente Médio

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações ao longo do dia, refletindo as dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio. O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.

Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos.

Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo petróleo e impacto no real.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar caiu mesmo com a cautela no mercado?

O dólar caiu porque o real foi favorecido por dois fatores: os juros altos no Brasil, que atraem capital estrangeiro via carry trade, e a valorização do petróleo, que melhora a entrada de dólares via exportações.

O que é carry trade e como afeta o dólar?

Carry trade é a estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos, como os Estados Unidos, para aplicar em mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil. Esse fluxo de capital fortalece o real e pressiona o dólar para baixo.

Por que a bolsa caiu mesmo com o dólar em queda?

O Ibovespa caiu porque as perdas de ações de mineradoras superaram os ganhos da Petrobras. A cautela com declarações de Trump sobre o Irã também pesou sobre o índice.

O que aconteceu com o petróleo hoje?

O petróleo fechou em alta, com o Brent a US$ 89,22 e o WTI a US$ 82,48, refletindo as dúvidas sobre o conflito no Oriente Médio e as ameaças de bloqueio no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.

Como as tensões no Oriente Médio afetam o mercado brasileiro?

As tensões elevam o preço do petróleo, o que beneficia a Petrobras e melhora a balança comercial. Mas também aumentam a cautela global, reduzindo o apetite por risco e pressionando a bolsa.

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