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Dólar sobe para R$ 5,11 e bolsa fica estável com tensão global

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,11 nesta sexta-feira (17), registrando alta. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentou estabilidade com leve queda de 0,06%. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo em quase 5%, gerando tensão nos mercados globais e influenciando os ativos domésticos.

O dólar fechou a R$ 5,11 e o Ibovespa teve leve queda de 0,06% nesta sexta (17), com a escalada do conflito no Oriente Médio elevando o petróleo em quase 5%. Entenda os fatores que moveram os mercados.

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 18 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Dólar sobe para R$ 5,11 e bolsa fica estável com tensão global

Dólar sobe para R$ 5,11 e bolsa fica estável apesar de tensão global

O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

O dólar subiu para R$ 5,11 e a bolsa ficou estável nesta sexta (17), com a escalada do conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e o real se saindo melhor que outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira.

Por que o dólar subiu para R$ 5,11?

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111, com alta de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

Ibovespa: leve queda e primeira perda semanal em um mês

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo IBC-Br de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Petróleo dispara quase 5% com conflito no Oriente Médio

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

Impacto da inteligência artificial nos mercados globais

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor. O pessimismo com o setor de IA se somou à tensão geopolítica para ampliar a aversão ao risco entre investidores.

Perguntas Frequentes

O dólar vai continuar subindo?

O cenário depende da evolução do conflito no Oriente Médio e das decisões de política monetária nos EUA. O real tem se beneficiado da alta do petróleo, mas a tensão global mantém pressão sobre moedas emergentes.

Como a alta do petróleo afeta a economia brasileira?

O Brasil é exportador de petróleo, então a alta do barril melhora os termos de troca e reduz parte da pressão cambial. A Petrobras se beneficia diretamente, como visto no desempenho de suas ações.

O que é o IBC-Br e por que ele importa?

O IBC-Br é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB. Sua desaceleração em maio sinaliza ritmo menor de crescimento, o que influencia as expectativas de juros e câmbio.

Por que a bolsa caiu mesmo com o dólar estável?

A bolsa reflete o pessimismo global com empresas de IA e a aversão ao risco. Mesmo com o petróleo em alta sustentando a Petrobras, ações de bancos, varejo e construção lideraram as perdas.

O que é o Estreito de Ormuz?

É uma passagem marítima estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer ameaça ao seu funcionamento eleva os preços do petróleo globalmente.

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