IGP-M cai 0,5% em junho: gasolina, etanol e café recuam, aponta FGV
A FGV registrou queda de 0,5% no IGP-M de junho de 2026, puxada pela deflação de gasolina, etanol e café. O índice acumula alta de 179,25% em 12 meses, segundo o Banco Central. Veja os detalhes do recuo e o que esperar para os próximos meses.
FGV: gasolina, etanol e café recuam e ajudam IGP-M cair 0,5% em junho
O Índice Geral de Preços, Mercado (IGP-M) caiu 0,5% em junho de 2026, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O recuo foi puxado pela deflação de três itens de peso na cesta do índice: gasolina, etanol e café. Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 179,25%, conforme dados do Banco Central.
Por que o IGP-M caiu em junho?
A FGV aponta que a gasolina, o etanol e o café tiveram queda de preços no mês. Esses itens têm participação relevante no IGP-M, que é composto por índices de preços ao produtor (IPA), ao consumidor (IPC) e da construção civil (INCC). A deflação nesses segmentos foi suficiente para puxar o índice geral para baixo.
Gasolina e etanol: alívio nos combustíveis
Segundo a FGV, a gasolina e o etanol recuaram em junho, refletindo a política de preços da Petrobras e a safra de cana-de-açúcar. O etanol, em particular, costuma ter queda sazonal no meio do ano, com a colheita da cana. A gasolina, por sua vez, acompanhou a desvalorização do petróleo no mercado internacional.
Café: safra recorde pressiona preços
O café também registrou deflação em junho. A safra brasileira de 2026 deve bater recorde, com a bienalidade positiva do arábica. Com mais oferta, os preços caíram no mercado interno e externo. O café é um dos itens monitorados no IPA, que responde por 60% do IGP-M.
O que é o IGP-M e para que serve?
O IGP-M é um dos principais indicadores de inflação do país, calculado pela FGV. Ele serve como referência para reajustes de contratos de aluguel, tarifas de energia elétrica e planos de saúde. Em 12 meses, o índice acumula 179,25%. A alta acumulada reflete a inflação persistente desde 2019.
IGP-M acumulado em 12 meses
A série histórica do Banco Central mostra que o IGP-M variou mês a mês desde julho de 2019, quando estava em 178,53%. Em agosto de 2019, subiu para 179,12%; em setembro, 179,86%; em outubro, 180,20%; e em novembro, 180,66%. O dado de junho de 2026, com 179,25%, indica leve arrefecimento.
Impacto nos aluguéis e contratos
Para quem tem contrato de aluguel indexado ao IGP-M, a queda de 0,5% em junho pode significar uma trégua nos reajustes. No entanto, o acumulado em 12 meses ainda é elevado, o que pode pressionar os inquilinos nos próximos meses. A FGV recomenda que os contratos sejam revisados com base no índice oficial.
Perspectivas para o IGP-M em 2026
A FGV não divulgou projeções oficiais para os próximos meses, mas a tendência é de que o IGP-M continue volátil. A safra de café e a política de preços dos combustíveis serão fatores determinantes. Se a gasolina e o etanol mantiverem a trajetória de queda, o índice pode registrar novas deflações.
Perguntas Frequentes
O que significa o IGP-M cair 0,5%?
Significa que, em junho de 2026, os preços monitorados pelo IGP-M tiveram queda média de 0,5% em relação a maio. Isso é chamado de deflação.
Quais itens puxaram a queda do IGP-M?
Gasolina, etanol e café foram os principais responsáveis pela deflação, segundo a FGV.
Como o IGP-M afeta o aluguel?
O IGP-M é usado como índice de reajuste em contratos de aluguel. Se o índice cai, o reajuste pode ser menor ou até negativo.
O IGP-M acumulado em 12 meses é alto?
Sim, o acumulado em 12 meses é de 179,25%, segundo o Banco Central, o que ainda pressiona contratos antigos.
O que esperar para o IGP-M nos próximos meses?
A FGV não divulgou projeções, mas a tendência depende dos preços de combustíveis e da safra de café, que podem manter a deflação ou reverter a queda.